Desfile

SÁBADO, 18 DE MAIO, ÀS 16H30

Portugal

Urro das Marés

Entrudo Lagarteiro de Vilar do Amargo, Figueira de Castelo Rodrigo

Caretos de Grijó, Bragança

Caretos da Parada, Bragança

Máscaros de Vila Boa, Vinhais, Bragança

Cardadores de Vale de Ílhavo, Ílhavo

Caretos de Podence, Macedo de Cavaleiros

Caretos da Lagoa, Mira

O Velho e a Galdrapa de São Pedro da Silva, Miranda do Douro

Farandulo de Tó, Mogadouro

Velho de Vale de Porco, Mogadouro

Chocalheiro de Bemposta, Mogadouro

Festa dos Velhos de Bruçó, Mogadouro

Careto e Velho de Valverde, Mogadouro

Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis, Coimbra

Espanha

Asociación Fieles Jesús Caído del Paso y María Santísima de la Amargura, Andaluzia

Los Sidros y la Comedia de Valdesoto, Astúrias

Mazcaritos D’Uviéu, Astúrias

Real Banda de Gaitas de Oviedo, Astúrias

Mazcaraos de Rozaes, Astúrias

Banda de Gaites de Villaviciosa - El Gaiteiro, Astúrias

Carnaval Hurdano, Azaba, Cáceres

Las Carantoñas de San Sebastián, Acehúche, Cáceres

Jarramplas, Piornal, Cáceres

Carnaval de Cobres, Galiza

Entroido de Samede, Galiza

Las Pantallas de Xinzo de Limia, Galiza

Los Boteiros y Folión de Viana de Bolo, Galiza

Merdeiros de Vigo, Galiza

Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina, León

Los Hombres de Musgo de Béjar, Salamanca

El Atenazador de San Vicente de la Cabeza, Zamora

El Carnaval del Toro Morales de Valverde, Zamora

La Filandorra de Ferreras de Arriba, Zamora

La Obisparra de Pobladura de Aliste, Zamora

Los Carnavales de Villanueva de Valrojo, Zamora

Los Diablos de Sarracín de Aliste, Zamora

Colômbia

Folclor Colombia

Selva Africana, Carnaval de Barranquilla

Hungria

Busós, Mohács

Itália

Urthos e Buttudos, Sardenha

Macau

Leões de Macau, Macau

Ver Grupos Antigos

Caretos de Grijó - Bragança

Na quadra natalícia, celebra-se em Grijó da Parada o Solstício de Inverno e honra-se Santo Estevão com esta tradição que cobre os rapazes de velhas colchas de lã, franjas garridas e chocalhos pendurados, além de máscaras de latão bem esculpidas com uma língua a pender da boca.

During the Christmas season in Grijó da Parada, the winter solstice is celebrated and Saint Stephen is honoured in a tradition where boys are covered in woollen quilts, gaudily-coloured fringes and hanging cowbells. They also wear sculpted brass masks with a tongue hanging from the mouth.

Caretos da Parada - Bragança

Oficial e juridicamente constituídos como “Associação dos Caretos de Parada de Infanções” em 2014, estes mascarados mostram que levam muito a sério a perpetuação das ancestrais expressões de folia e crença. Estes mordomos, que até já incluem mulheres nas suas fileiras, emprestam o seu colorido a desfiles no estrangeiro, prosseguem ativamente a promoção das festas da Parada e assumem orgulhosamente o papel de “embaixadores da cultura e das tradições” da sua zona.

Caretos de Salsas - Bragança

Com o nome que deriva da “careta”, máscara feita em cortiça ou madeira pelo artesão da aldeia (e pintada de vermelho, castanho e preto, cores comuns também aos fatos de lã com franjas), estes homens aparecem por ocasião da Festa dos Reis, aproveitando a calada da noite para irromper pelas casas do sul de Bragança adentro, em busca de raparigas solteiras. Mas regem-se por um código de conduta com deveres e mandamentos, onde se incluem “não passar despercebido”, “não sentar, não deitar, nem rebolar pelo chão” e “ser solteiro e bom rapaz”.

Caretos de Varge - Bragança

Em Varge (Bragança), depois da missa de Natal, os Caretos percorrem as ruas da vila, instalendo o caos no grupo e na multidão que os acompanha. Ouvem-se gritos, imponente figuras de tiras coloridas saltam e dão cambalhotas.
No meio do ceremonial um dos caretos sobe ao carro e declama as “loas”, quadras satíricas que visam e denunciam vizinhos e autoridades da terra. No final de cada quadra a comitiva dos caretos aplaude com gritos, chocalhadas e saltos.

Máscaros de Vila Boa - Vinhais

A saída destes Máscaros para as ruas da aldeia acontece agora no período do Carnaval. Com máscaras moldadas a canive-te em madeira de castanheira (pintada de vermelho e preto) ou em folha-de-flandres, envergam calças e casaco de lã ou linho e ostentam chocalhos para afas-tar malefícios.

Nowadays these masked figures take to the village streets during Carnival. With masks carved out of chestnut (painted red and black) or moulded from tinplate, they wear woollen or linen trousers and coats and are adorned with cowbells to ward off evil.

Cardadores de Vale de Ílhavo - Ílhavo

A sua designação tem origem no cardar de lã, com a diferença que estes “cardam” pessoas, sobretudo raparigas, em vez de ovelhas. A roupa interior feminina serve de vestimenta a este grupo de homens, que, além das máscaras, usam também um perfume misterioso.

Its name originates in the carding of wool, with the difference here being that people are “carded”, especially girls, instead of sheep. This group of male carders dress in women’s underwear and, in addition to masks, wear a mysterious perfume.

Caretos de Podence - Macedo dos Cavaleiros

Saem às ruas cobertos por franjas de lã tricolores (amarelo, verde e vermelho) e com máscaras rudimentares vermelhas em folha-de-flandres para “chocalhar” as mulheres com as campanas que trazem à cintura e celebrar os “contratos casamenteiros”.

Participants take to the streets covered in yellow, green and red wool fringes and rudimentary red masks made from tinplate, in order to round up the women using the bells they wear around their waists and celebrate “matrimonial contracts”.

Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis - Coimbra

Nesta festa, as mulheres disfarçam-se de homens (e vice-versa) e cada qual recorre àquilo que encontrar mais à mão. O importante é que ninguém corra o risco de ser reconhecido para poder pregar partidas impunemente.

At this festival, the women dress up as men (and vice-versa) with everyone grabbing whatever’s close at hand. What matters most is that no one runs the risk of being recognised so they can play pranks with impunity.

Caretos da Lagoa - Mira

É notória a semelhança com os nórdicos que se terão fixado, a partir do século IX, na região da Gândara. Os caretos servem-se da máscara para adquirirem poderes sobrenaturais e combaterem as forças negativas que ameaçam a fertilidade, prosperidade e bem-estar da comunidade.

There’s a noticeable influence of the Nordic people who are thought to have settled in the Gândara region in the 9th century. The caretos wear masks to acquire supernatural powers and fight the negative forces which threaten fertility, prosperity and the well-being of the community.

A Velha e o Carocho de Constantim - Miranda do Douro

Nos dias que se seguem ao Natal, as ruas de Constantim servem de palco ao encontro entre a Velha (ou Bielha, como sói dizer-se em mirandês) e o Carocho, figuras a quem tudo é permitido durante a ronda do peditório em nome de São João Evangelista. Ou não fosse o fito maior a Fiesta de San Juan, também chamada Festa dos Moços, de raízes ancestrais. O Carocho veste um fato de pano, grosseiro e largo, traz a cabeça coberta com uma máscara de couro e carrega nas mãos um grande garfo de madeira com que recolhe enchidos dos fumeiros. Os pauliteiros juntam-se à dança e todos rezam pelos seus.

Pauliteiros de Miranda - Miranda do Douro

Pauliteiro deriva de “paulito” e é o nome dado ao homem que se especializa na Dança dos Paus, tradição guerreira de Miranda do Douro. Da origem defensiva para a arte coordenada, os Pauliteiros de Miranda, como são mais comumente chamados, vão correndo mundo em grupos de oito a mostrar a sua perícia de movimentos (acompanhada pela sonoridade da gaita-de-foles, da flauta pastoril, do bombo, das castanholas e das suas “lhaças” ou melodias) e que já foram distinguidos com o Prémio Europeu de Folclore. Vestem saias bordadas, camisas de linho brancas, lenços coloridos aos ombros e chapéus com flores à cabeça.

O Velho e a Galdrapa de São Pedro da Silva - Miranda do Douro

Assinala o dia de Santa Luzia, ou a Santa da Luz, que o calendário celebra a 13 de dezembro, e é das poucas festividades religiosas ainda cumpridas no norte da Europa. O Belho (ou velho) assume a liderança, no corpo de um jovem com óculos e crucifixo de cortiça. A Galdrapa, que veste roupa de mulher, vai roubando chouriças pelas casas e bate nas cabeças das pessoas com bexigas de porco cheias de ar encimadas num pau. Ambos fazem-se acompanhar por dois bailadores mascarados que ajudam à festa em São Pedro da Silva.

Madamas e Caretos de Torre de Dona Chama - Mirandela

A Festa dos Caretos, dos Rapazes e de Santo Estevão de Torre Dona Chama começa na noite de 25 de Dezembro, com o deitar dos "Jogos à Praça" em que, com os seus embudes, os mordomos, em ronda pelas ruas da vila, vão chamando "nomes" que satirizam os donos das casas. A festa continua toda a noite no largo da berroa, com a fogueira sempre acesa, o café, o vinho e o bacalhau assado para manter acordada a alegria da festividade, até à madrugada quando é hora de saírem de novo em ronda pela vila a Ciganada. Mais tarde, já a meio da manhã sai mais uma ronda com novos personagens, as madamas que oferecem cómicos petiscos crus de batata e rábano. Depois do almoço decorre a missa de Santo Estevão e a Bênção do Pão, onde já estão presentes todos os personagens, que hão-de entrar depois no clímax da festa. No ato final corre-se a Mourisca, uma procissão teatral, em que toda a vila é cenário, público e ator. Percorrem as ruas desde a igreja ao largo da feira, caçadores, caretos e mouriscas que correm e jogam entre si, ora protegendo o rei cristão ora tentando conquistar o domínio mouro, até que finalmente se incendeia o castelo e se confirma e recorda assim este momento histórico de reconquista.

Chocalheiro de Bemposta - Mogadouro

Há uma lenda antiga segundo a qual, depois de ter tentado Nossa Senhora, o demónio terá sido castigado a pedir esmola para Ela e para o Seu Filho. Essa lenda ressoa ainda hoje, entre o Natal e o Novo Ano, num peditório por toda a aldeia que também é apelo à fertilidade, simbolizada pela serpente que este chocalheiro demoníaco tem enrolada no corpo e exibe ao ombro. O seu fato de estopa e a máscara com cornos e laranjas nas extremidades estão conservados para a posteridade no Museu de Etnografia em Lisboa.

Festa dos Velhos de Bruçó - Mogadouro

Tradição pagã com cenas da vida de dois casais envergando máscaras de plástico pintadas: um de velhos e outro de jovens. Este último é composto pela Sécia, mulher leviana que tenta seduzir os jovens que cruzam o seu caminho, e pelo Soldado, que tem a missão de a proteger e afastar a sua corte. O desfile adota comportamentos burlescos provocadores e tropelias de pendor sensual, sem esquecer de angariar dádivas para o altar de Nossa Senhora, que são recolhidas pelos velhos, também responsáveis por manter a ordem pública, de cajado na mão.

Velho de Vale do Porco - Mogadouro

A transição para o novo ano assinala-se com a figura de um velho de inspiração demoníaca que se modernizou ao ponto de já ter página de Facebook, mas que continua fiel a rituais antigos como a execução da sua máscara pelo Cangueiro de Palaçoulo. No seu fato inteiro de serapilheira, coroado com a vermelha careta de pau, percorre a aldeia, no dia de Natal, ao som dos chocalhos, alvoraçando a garotada, em missão de peditório para o menino Jesus, recolhendo cepo para a fogueira da praça central (que se realiza nos dias de Natal e de Ano Novo) e contribuindo para a folia coletiva.

Brutamontes do Auto de Floripes - Viana do Castelo

Esta personagem da peça de teatro Auto de Floripes aparece como o mascarado de excelência, figura caraterística da cultura popular universal, que munido de um bastão de madeira comprido (coca), tem a função de intimidar os cristãos com o estranho, o desconhecido e o diferente.
O Brutamontes é assim o mascarado caraterístico do entrudo local do Vale do Ulla que, para além do bastão de madeira, da cabeça de pelo de ovelha e de um par de cornos de touro, tem como função assustar todos os presentes na tradição, numa contínua dança entre o irracional e emocional que a condição humana nos impõe desde dos primórdios e cuja evolução intelectual, social e cultural não apaga.

Farandulo de Tó - Mogadouro

Esta figura faz parte da festa de Solstício de Inverno em Tó, aparecendo nas ruas da aldeia no dia de Ano Novo. A festividade envolve quatro personagens, tendo o Farandulo o papel principal na celebração. Vestido com um casaco velho, do avesso, e uma saia sobre as calças, usa ainda um colar feito de carrinhos de linha em madeira e um saco a tiracolo. A cara é suja de carvão e na cabeça enverga uma coroa preta, feita de cartão, com uma caveira e dois ossos desenhados. Junto com a Sécia, o Moço e o Mordomo, o Farandulo brinda a população com encenações e perseguições amorosas que fazem as delícias de quem assiste.

O Careto e a Velha de Valverde - Mogadouro

Recentemente recuperada, esta tradição do Careto esteve desaparecida durante 100 anos. No dia 25 de Dezembro, o Careto sai à rua acompanhado da personagem da Velha. Juntos realizam um peditório pela localidade para depois se fazer um leilão dos bens recolhidos. O Careto usa uma máscara preta com a língua pendurada a sair-lhe da boca e um fato colorido. A Velha tem uma máscara feita de pele de ovelha e no braço carrega uma cesta.

Maio de Nogueira - Vila Real

A organização do «Maio» de Nogueira envolve um pequeno grupo de homens que se reúne para colher colectivamente as giestas, uma espécie arbustiva orlada a amarelo vivo que provoca um choque visual agradável quando acenado ao ar ou é feito pairar sobre a cabeça dos participantes e observadores do cortejo, além do seu característico cheiro. Este grupo desloca-se em direcção às terras incultas, procedendo aí ao seu desmatamento e carreteando posteriormente a ramagem para a concepção da estrutura do «Maio», que será envergada por um homem quando concluída. Contam os informadores que, em tempos, quando havia mais população a trabalhar nos campos, ao fim da campanha diária do primeiro dia do mês de Maio, era designado um trabalhador que, estendido no chão, se sujeitava a envergar o disfarce cingido ao seu corpo por cordas concebidas em matéria vegetal, ao contrário da estrutura metálica que recentemente foi produzida; erguendo-se para a folia pelas ruas da população até a um centro onde se concluía o divertimento, eram-lhe suspendidas enxadas nas ramagens e ele lá ia, abanando-se e produzindo ruído com o chocalhar das alfaias agrícolas, como se o campo infértil tomasse vida própria e decidisse mostrá-lo às gentes, embora transportando consigo a marca da humanização: o instrumento do ganha-pão. No folguedo, a máscara deveria ocultar o seu portador, mas persistem os volteios, os abanões, a contenção da sua presença, a incitação à dança, uma forma de controlo do brotar espontâneo e selvagem das espécies incultas que devem ser condicionadas pela mão do homem. Ao som da cantiga “Viva, Viva, Viva o Maio / Maio, Maio Moço, chama-se João / Anda na campanha, lindo capitão / Ele lá vai, ele lá vem / Pelas hortas de Santarém” o «Maio», que comanda o trabalho, que estabelece o seu ritmo, que gera a ordem das colheitas, que vai e volta para germinar os campos, que se movimenta em prol das sementeiras), menciona o carácter intersexual da festividade, com a presença de ambos os sexos no planeamento e interpretação da variedade de personagens, assinala a censura feita a quem não contribui com géneros alimentares ou dinheiro para a organização, remetendo a matéria da mordomia e a indicação de autoridade de alguns indivíduos sobre os outros, investidos pelo ciclo ritual, para a análise da organização social do trabalho ritual.

Gigantes de Viana do Castelo - Viana do Castelo

Os primeiros sinais da existência de Gigantones na Europa foram encontrados em Portugal e datam do século XIII. Manuel e Maria representam o povo, enquanto que o Doutor e a Senhora representam a burguesia; há uma distinção de classes sociais.
Os gigantes (Gigantones) de Viana do Castelo são os gigantes portugueses mais conhecidos. Eles dançam tradicionalmente ao ritmo dos Zés P'reiras, bombos típicos do folclore Português.

Los Sidros y la Comedia de Valdesoto - Asturias

Exímios saltadores que com a ajuda de uma vara giram no ar e fazem soar os seus chocalhos, os Sidros distinguem-se pelos “cucuruchos” na cabeça, complementando o fato com uma cauda de raposa que serve para saudar as moças.

Excited jumpers who, with the help of a stick, twist in the air and jingle their cowbells, the Sidros are identifiable by the “cucuruchos” on their heads. This complements their suits which feature a foxtail used to greet young women.

Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero - Burgos

Esta tradição, com origem na Idade Média, é partilhada por inúmeras cidades de Espanha, no entanto em Aranda de Duero o surgimento destas figuras não aparece documentado até à primeira metade do século XX.
Especula-se que os Gigantes y Cabezudos existam há muitos anos e que tinham a finalidade de divertir os mais pequenos, no entanto só em 1933 é que a tradição foi incluída no calendário de festas de Aranda de Duero.
Bonecos de grande dimensão em que a cabeça e as mãos são feitas de pasta de papel e fibra de vidro, assim se apresentam os Gigantes de Aranda. O corpo é suportado por uma estrutura de madeira, coberta por leves tecidos, para que possa ser carregada por uma só pessoa (membro da Asociación de Giagantes y Cabezudos).
Já os Cabezudos ostentam enormes e chamativas cabeças feitas de pasta de papel e vestem uma indumentária característica do cancionero arandino, figura popular da história da cidade. O seu papel é perseguir as crianças e os jovens de Aranda com o objetivo de lhes aplicar umas valentes “vassouradas” com as pequenas vassouras que trazem consigo.

Las Carantoñas de San Sebastián, Acehúche - Caceres

Pela vintena de janeiro repete-se anualmente este ritual em honra de São Sebastião, soldado romano martirizado por não renegar a fé cristã, que terá sido amarrado, alvejado por setas, mas poupado pelas feras, que lhe terão reconhecido a santidade, segundo reza a lenda, e encontrado ainda vivo pelos seus. A carantonha é sempre envergada por um homem, movido pelo pagamento de uma promessa, e a sua colocação requer um esforço coletivo. De pelugem abundante, simboliza a bestialidade, o grotesco, e coloca Acehúche no mapa das festas de máscaras.

Jarramplas - Cáceres

As Jarramplas trocam o arremesso do tomate, famoso noutras partes do país, pelo do nabo e foram elevadas a Festas de Interesse Nacional em Espanha. O alvo é um mascarado, que representa um ladrão de gado à mercê da justiça da população.

The Jarramplas exchange the tomato-throwing famous in other parts of the country for turnip-throwing and have been promoted to the status of Festivities of National Interest in Spain. The target is a masked man, who plays a cattle thief at the mercy of the population’s justice.

Gigantes de Nou Barris - Catalunha

Criados em 1985 os gigantes de Nou Barris, representam a fusão da cultura catalã e da cultura presente no sul da Península Ibérica nos anos 60. Por um lado assiste-se a uma representação de Baró de Pinós, nobre catalão antepassado de outro gigante, do outro à representação de uma joven andaluz que recorda populações que chegaram à Catalunha, vindas de outros pontos da península.

Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário - Catalunha

A tradição dos Gigantes na Catalunha remosnta há muitos séculos. De carácter religioso este gigantes participavam nas festividades de Corpus Cristi. Atualmente esta tradição já não se encontra ligada ao simbolismo religioso de outrora, tornando-se de cáracter mais popular. Na Catalunha a grande maioria das cidades, vilas e bairros têm os seus próprios gigantes que participam das maiores festas e os representam em todo o território. Geralmente estes gigantes representam ilustres figuras do seu território de origem.
Los gigantes de Sant Jordi y del Tricentenario aparecem apenas em ocasiões importantes. Representantes e símbolos da Barcelona barroca, estas personagens foram construidas através de um rigor histórico, ostentando uma fiel cópia da indumentária barroca do século XVIII.

Bonitas de Sande - Galiza

Em Sande existem três classes de máscaras, os “abutardas” e “foleiros” que benzem a população com formigas, farinha e até excrementos; os “tisnados” que se disfarçam pintando a cara de negro e as “bonitas”. As “bonitas” são disfarces elegantes que têm a cara tapada por uma máscara de rede onde olhos, nariz e boca são pintados. A isto juntam ainda um bonito toucado de penas. Apresentam-se vestidos com calças e camisa branca, gravata colorida, pano à cintura à laia de saia, dois lenços de coloridos cruzados no dorso, sapatos escuros, polainas pretas engalanadas com fitas coloridas e na mão uma pequena vara.

Carnaval de Cobres - Galiza

Durante os dias de Carnaval, as “Madamas” e os “Galáns” percorrem as casas engalanados com fitas, missangas e relógios. Os sumptuosos chapéus das Madamas são decorados com joias verdadeiras e os Galáns ornamentados com flores.

During the Carnival, the characters known as “Madamas” and “Galáns” roam from house to house, adorned with ribbons, beads and watches. The sumptuous hats belonging to the Madamas are decorated with real jewels and the Galáns are bedecked with flowers.

Los Boteiros y Folión de Viana do Bolo - Galiza

Com máscaras que representam as diversas paróquias, os Folions anunciam o desfile ao som de ruidosas pancadas nos bombos. Os seus companheiros de desfile, os Boteiros, são coroados com uma espécie de cornadura floral comprida numa alusão aos rituais antigos.

With masks representing the different parishes, the Folións announce the parade with loud bangs of the bass drum. Their companions on the parade, the Boteiros, wear what resemble long floral horns on their heads in an allusion to ancient rituals.

Los Danzantes y los Boteiros de Vilariño de Conso - Galiza

Variam muito nos enfeites, mas são sempre surpreendentes, estas máscaras coloridas, muitas vezes encimadas por pormenores dignos de andores. Chamam-lhes Boteiros por originarem na base da madeira de bétula, trabalhada à mão, pintada de preto e rematada com pormenores vermelhos. As calças são vermelhas e as camisas bordadas, com fitas coloridas. A seu lado encontramos os Dançantes e os Tocadores, que todos os anos se voltam a reunir na sede municipal, para celebrar o Domingo Gordo.

Los Peliqueiros y Parrafón de Campobecerros - Galiza

Campobecerros é uma pequena aldeia do Maciço Central ourensano, situada no concelho de Castrelo do Val, onde a tradição do entroido é, desde remotos tempos, preservada pelas gentes da terra, sobrevivendo às proibições e ao êxodo rural.
Todos os anos a 1 de Janeiro os Peliqueiros fazem soar os chocalhos por toda a aldeia, correndo e saltando com seus vistosos e elegantes trajes, perseguindo quem se atreva a cruzar o seu caminho. O Parranfón “invade” as casas dos vizinhos e mete-se com eles, não deixando que a sua verdadeira identidade seja descoberta. Durante a tradição também há lugar para a vaca do entroido que se entretém a levantar as saias das mulheres da aldeia.
Para terminar esta tradição de ritos e rituais de fecundidade e fertilidade joga-se farinha e formigas a todos os vizinhos e visitantes que assistem a esta tradicional festa de entroido.

Los Diablos de Luzón - Guadalajara

Os homens de Luzón aproveitam o sábado de Carnaval para se transfigurarem em bestas demoníacas. Cobrem-se de preto dos pés à cabeça, coroada por chifres de touro; carregam chocalhos à cintura e levam na boca pedaços de batata crua simulando dentes disformes. Entretêm-se a perseguir todos os que não estiverem mascarados como eles, alargando o fito inicial de atazanar as raparigas desta zona tão próxima do rio Tajuña, um subafluente do Tejo que agora visitam.

Folclor Colombia - Colômbia

Folclor Colombia procura perpetuar, através da dança tradicional, aquilo que caracteriza o seu povo: a contradanza, a cumbia e o Caimán Cienaguero são alguns dos trunfos com que seduzem o público.

Folclor Colombia aims to keep alive, by way of traditional dance, those things which characterise its people: the contradanza, the cumbia and the Caimán Cienaguero are just some of the delights which will seduce the audience.

Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina - León

O “guirrio” orienta o ‘toro’ nesta festa carnavalesca com as duas figuras a assumirem o protagonismo, assustando as raparigas solteiras da aldeia. O Entrudo é uma festa para todos, que se juntam para misto de veneração ao animal e paródia agrícola com a representação religiosa.

The Guirrio guides the Bull in this festival, with these two figures playing the lead roles and frightening the village’s single girls. This Entrudo is a party where everyone gets together for what is a mixture of animal veneration and farming parody with religious representation.

Los Hombres de Musgo de Béjar - Salamanca

Junto às muralhas que defendiam a cidade, as tropas cristãs cobriram-se de musgo para surpreender os inimigos muçulmanos pela manhã. Estes sucumbiram e a fortaleza foi recuperada. O feito tem vindo a ser recriado, fundindo-se no século XIV com a festa do Corpo de Cristo.

Next to the walls which defended the city, the Christian troops covered themselves in moss to surprise their Muslim adversaries in the morning. They succumbed and the fortress was recovered. This victory came to be recreated and was amalgamated into the Corpus Christi feast in the 14th century.

Los Carnavales de Villanueva de Valrojo - Zamora

Os rituais deste Carnaval vêm de tempos antigos, fiéis ao conceito original de purificação e fertilidade. Durante o período carnavalesco surgem “diabos e chocalhos” que remetem para a celebração do Solstício de Inverno.

The rituals of this carnival come from ancient times and remain faithful to the original concept of purification and fertility. During the carnival period, “devils and cowbells” appear, a nod to the celebration of the Winter Solstice.

Real Banda de de Oviedo - Asturias

A Real Banda de de Oviedo leva até ao público a música tradicional das Astúrias, transmitindo o sentir das gentes do norte de Espanha. Composta por 101 músicos, é presença regular em eventos e cerimónias , promovendo e divulgando o som da gaita asturiana.

The Royal Oviedo Bagpipe Band will be bringing us traditional Asturian music, giving us a feel for the people of northern Spain. Consisting of 101 musicians, they regularly perform at events and ceremonies, promoting and sharing the sound of the Asturian pipes.

El Atenazador de San Vicente de la Cabeza - Zamora

É uma festa de verão, realizada nas festas do padroeiro São Lourenço. Os protagonistas são os Atenazadores, assim batizados por causa das grandes tenazes articuladas que trazem nas mãos. Do desfile fazem ainda parte a Filandorra, os Pobres, os Noivos e os Gaiteiros.

This summer festival takes place during the festivities of the city’s patron saint (Saint Lawrence). The stars of the show are the Atenazadores (Tong-wielders), so named because of the huge wooden tongs (“tenazas”) that they carry in their hands. The parade also includes characters like the Filandorra (Weaver), the Pobres (Paupers), the Novios (Fiancées) and the Gaiteiros (Pipers).

Merdeiros - Vigo

O merdeiro é um personagem do Entrudo tradicional de Vigo. Foi criado pelos marinheiros, símbolo do escárnio para com os camponeses. O merdeiro, figura mal-amada, é um ser irreverente que, de quando em vez, golpeia com a sua vara quem por ele passa.

The Merdeiro is a character from the traditional Vigo Carnival. He was created by sailors, as a symbol of their scorn for farm labourers. The Merdeiro is an unpopular and irreverent figure who, from time to time, will whack whoever’s passing by with his staff.

Filandorra de Ferreras de Arriba - Zamora

O bem e o mal são representados respetivamente pelos os Guapos (o Galán e a Madama) e pelos Feos (o Diablo e a Filandorra). No fim da missa, os Feos atacam todos os paroquianos. Pouco depois, as quatro personagens percorrem a povoação entrando em todas as casas.

Good and evil are portrayed, respectively, by the Guapos (Galán and the Madama) and the Feos (the Devil and the Filandorra). At the end of the mass, the Feos attack all the parishioners. Afterwards, the fourcharacters roam through the village barging into homes.

Los Cencerrones de Abejera - Zamora

Nesta cidade da Sierra de la Culebra, todos os anos, a 1 de janeiro, celebra-se esta mascarada. Perto das três horas da tarde Los Cencerrones invadem a Plaza del Fornico, andando ao redor da igreja paroquial, uma vez que tradicionalmente estas figuras apareciam no final da Santa Missa. Os personagens desta mascarada podem ser divididos em três grupos: o Cencerrón e a Filandorra; o Ciego e o Molacillo; Madama e o Galán. A estes personagens devemos adicionar ainda, o Pobre e o Gitano, que se revela muito importante na transmissão da emoção de todas a ação.

Carnaval del Toro de Morales de Valverde - Zamora

Toro é a principal personagem deste carnaval, feito com uma estrutura de madeira, coberta com tecido branco e adornada com chifres de vaca e chocalhos. O Torero, outra personagem, tem por missão ajudar o Toro a “cornear” as raparigas solteiras da aldeia.

The Bull, made using a wooden frame covered in white fabric and adorned with horns and cowbells, takes the lead role at this carnival. The Bullfighter, another of the characters, is tasked with helping the Bull “horn” the village’s single girls.

La Visparra de San Martín de Castañeda - Zamora

A figura central desta festa é a Talanqueira: uma estrutura de madeira coberta com tecido colorido, com um par de chifres de um lado e uma cauda no outro. O Touro evoca a fertilidade animale humana e a Vaquita remete para as lides agrícolas.

The central figure of this celebration is the Talanqueira: a wooden frame covered with colourful fabric, with a pair of horns on one side and a tail on the other. The Bull represents animal and human fertility and the Cow relates to agricultural concerns.

Los Diablos de Sarracín de Aliste - Zamora

Sarracín de Alíste recebe a mais completa das procissões pagãs, as Obisparras, a única em que aparece o Bispo, que dá o nome à Procissão. O grupo dos Diablos é o mais importante. Segundo a lenda, estes Diablos viviam nas montanhas e só desciam ao povoado no Dia de Ano Novo, para pedir.

Sarracín de Alíste hosts the most complete of the pagan processions, the Obisparras. It’s also the only one where the Bishop (the Obispo) appears, giving the procession its name. The group of Devils are the most important characters. Legend has it that these Devils used to live in the mountains and would only come down to the village on New Year’s Day.

La Obisparra de Pobladura de Aliste - Zamora

São 16 os elementos que representam esta tradição: dois semeadores; dois bois guiados por um lavrador e um criado; a Filandorra, com o menino ao colo; o soldado; o cego; o piolhoso e o mendigo; o gaiteiro e o tamborileiro; o bailador e a bailadeira e, por último, o afiador.

This tradition involves 16 different characters: two seed-sowers, two oxen led by a farm labourer and a servant; the Filandorra, with the boy in her arms; the soldier; the blindman; the louse-ridden man and the beggar; the piper and the drummer; the dancing man and woman and, lastly, the grinder.

Las Pantallas de Xinzo de Limia - Galiza

As “Pantallas” são o motor do Carnaval de Xinzo de Limia, o mais longo de toda a Espanha. Estas personagens percorrem as ruas em busca de homens não disfarçados, com o objetivo de os levar ao bar mais próximo, onde pagarão em taças de vinho a ousadia denão se mascararem.

The “Pantallas” are the driving force behind the Xinzo de Limia Carnival, which lasts longer than any other in Spain. These characters roam the streets, hunting for undisguised men, with the aim of taking them to the nearest bar. There the undisguised men must pay the “Pantallas” in glasses of wine for the audacity of not getting dressed up.

Carnaval Hurdano - Azaba, Cáceres

No Carnaval Hurdano, as máscaras, danças, tambores e a gastronomia são pensados ao detalhe e caracterizam-se pela dualidade entre o homem e o animal, aludindo a tempos pré-históricos e recuperando o espírito anárquico, desinibido e provocador.

At the Hurdano Carnival, the masks, dances, drums and gastronomy are thought about in great detail and are characterised by the duality of man and animal, alluding to prehistoric times and reviving an anarchic, uninhibited and provocative spirit.

Mazcaritos D’Uviéu - Asturias

Mencionados pela primeira vez no século XVII, foram desaparecendo no século XX e chegaram mesmo a ser proibidos por altura da ditadura franquista. Esta celebração foi recuperada em 2017, após 80 anos sem sair às ruas de Oviedo.

Mentioned for the first time in the 17th century, this carnival gradually disappeared in the 20th century and was completely forbidden during the Franco Dictatorship. It was revived in 2017, after an absence of 80 years from Oviedo’s streets.

La Mascarilla que no me Conoces, Mozoz de Jaén - Andaluzia

A Festa de Mozos de Jaen tem como principal figura a “mascarilla que no me conoces”. O traje é composto por umas calças a lembrar as antigas ceroulas, um saiote colocado por baixo da saia, um avental, camisa, luvas, um xaile, gorro e sapatos. É usado um lenço bordado a cobrir a cara e a cabeça e um, peça fundamental no traje da mascarilla, uma vez que o seu ruído servia para espantar a morte.

Los Mazcaras y Los Lordeiros de Manzaneda - Galiza

O Entrudo celebrado em Manzaneda apresenta as Mázcaras como personagens típicas e outras personagens de ficção, os chamados Lardeiros ou Comadres. Estes foliões visitam as aldeias vizinhas sem nunca revelarem a sua identidade.

Boi Bumbá - Brasil

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Carnaval de Barranquilla - Colômbia

O Carnaval de Barranquilla é uma das maiores festas tradicionais da Colômbia. Caracteriza-se pela sua contagiante alegria, animação, sentimento de liberdade e claro pelos originais e impactantes trajes e máscaras.
Esta reunião de expressões culturais, síntese das tradições dos povos do rio Magdalena e de algumas populações do Caribe (como é o exemplo de Santa Marta e Cartagena) proporciona uma experiência significativa, partilhada por toda a comunidade da cidade de Barranquilla, transformando as ruas em cenários lúdicos e festivos, onde são realizadas danças de origem africana e indígena e protagonizados desfiles de trajes e máscaras.
Por altura do Carnaval em Barranquilla tudo se transforma na cidade, dando-se espaço para a magia. Perde-se a noção do que é verdade e do que é mentira, nas ruas surgem monstros do mar, da terra e das galáxias que se juntam as tradicionais figuras, como os toritos com as suas máscaras de madeira, os protagonistas das Danzas de Congos, os bailadores de la Cumbia e ainda os soldados do século XVIII, também responsáveis pelas Danzas del Paloteo.
Muitas das expressões que enriquecem este carnaval típico são produto do intercâmbio cultural que aí acontece. Esta congregação de elementos culturais transformam Barranquilla num local de preservação e divulgação cultural, para além de um testemunho vivo desta tradição folclórica.
Um espetáculo onde ao mesmo tempo convivem a tradição e a criatividade, onde a realidade se converte em mito e a música e sátira marcam sempre presença.

Diablada - Perú

A Diablada é uma dança assim chamada, pela máscara e o traje de diabo que é usado pelos bailarinos. A dança representa a confronto entre as forças do bem e do mal, reunindo tanto os elementos próprios da religião católica introduzida durante a presença hispânica como do ritual tradicional andino. Na atualidade esta dança é praticada em diversas regiões andinas e altiplanas da América do Sul, ocidente de Bolívia, sul do Peru.
Em 1577, os jesuítas que se estabeleceram em Puno (Perú) durante os dias festivos, realizavam teatros, os quais os Aymaras (cultura ancestral e autóctone do Lago Titicaca) estavam acostumados apresentando comédias e auto sacramentais. Os jesuítas ensinaram aos nativos, um canto – dança sobre os sete pecados capitais e como os anjos vencem os demónios, para cristianizar os habitantes da zona.
Também se afirma que a diablada puneña tem origem na Dança de Anchanchu que é anterior aos autos sacramentais.

Boi Tinga, Pará - Brasil

O Boi Tinga é uma tradição de São Caetano de Odivelas desde 1937, fazendo parte das celebrações odivelenses do boi de máscaras.
Esta celebração apresenta uma formação diferenciada das demais, contando com a participação de vários foliões, 15 cabeçudos, 50 a 60 pierrôs, 2 vaqueiros, buchudos e o Boi Tinga, elementos tradicionais dos bois de máscaras do município. Estas personagens incorporam um espírito de verdadeira folia e brincadeira, desfilando ao som de tradicionais marchinhas, frevos, sambas e marcha de Boi, formada pelos alunos da Escola de Música Rodrigues dos Santos e Milícia Odivelense.

The Mummers - Irlanda

O espirito festivo dos rituais nas comunidades de mascarados continua a ser uma celebração pública gratuita de todas as pessoas que são consideradas iguais! Seja na casa das pessoas ou em espaços públicos, a liberdade, familiaridade e até a malícia da interação natural entre os mascarados e as pessoas significa que deixam de existir barreiras de classe, propriedade, profissão ou idade.

Tumbarinos Pro Loco di Gavoi - Sardenha

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Urro das Marés

O Urro Das Marés é um projeto com variadas influências musicais, passando pelo Folk, Funk (Oriundo dos EUA), metal, rock e acabando no chamado Neo Medieval. Este ano acompanharão os Caretos de Podence no XIV Festival Internacional da Máscara Ibérica.

Urro Das Marés is a project incorporating various musical influences, including folk, funk (from the USA), metal, rock and neo-medieval. This year they will accompany the Caretos de Podence at the 14th International Iberian Mask Festival.

O Velho e a Galdrapa de São Pedro da Silva - Miranda do Douro

Uma das poucas festividades religiosas ainda cumpridas no norte da Europa, protagonizada por um velho, com óculos e crucifixo de cortiça. A Galdrapa, que veste roupa de mulher, vai roubando chouriças pelas casas e bate nas cabeças das pessoas com bexigas de porco.

One of the few religious festivities still alive in the north of Europe, featuring an old man, with glasses and a cork crucifix. The Galdrapa, who wears women’s clothes, then sets about stealing chouriças (a type of pork sausage) from the houses and hits people on the head with pig bladders.

Entrudo Lagarteiro de Vilar do Amargo - Figueira de Castelo Rodrigo

Rendas e máscaras de cortiça escondem as faces para que ninguém seja reconhecido nas pantominices que fazem aos outros. As Viúvas do Entrudo, todas de negro, choram amargamente e preparam o “Caldo das Viúvas”, um típico manjar entrudesco.

Lace and cork masks hide the identity of tricksters. The Carnival Widows, dressed all in black, wail bitterly and prepare “Widow’s Broth”, a typical delicacy of this Entrudo.

Farandulo de Tó - Mogadouro

Esta figura faz parte da festa de Solstício de Inverno em Tó, aparecendo nas ruas da aldeia no dia de Ano Novo. Vestido com um casaco velho e uma saia sobre as calças, usa a cara suja de carvão e na cabeça uma coroa preta.

This figure features at the Winter Solstice in Tó, appearing on the streets on New Year’s day. Dressed in an old coat and a skirt over his trousers, his face is dirtied with coal and he wears a black crown atop his head.

Velho de Vale de Porco - Mogadouro

Um velho de inspiração demoníaca percorre a aldeia, no dia de Natal, ao som dos chocalhos, no seu fato de serapilheira, coroado com a vermelha careta de pau, em missão de peditório para o menino Jesus e recolhendo cepo para a fogueira da praça central.

A demonic old man roams throughout the village on Christmas Day to the sound of cowbells, wearing a burlap suit and a grimacing red mask. His mission is to raise money for the Baby Jesus and to provide a stake for the fire in the central square.

Chocalheiro de Bemposta - Mogadouro

Há uma lenda antiga segundo a qual, depois de ter tentado Nossa Senhora, o demónio terá sido castigado a pedir esmola para Ela e para o Seu Filho. Essa lenda ressoa ainda hoje, entre o Natal e o Novo Ano, num peditório por toda a aldeia que também é apelo à fertilidade.

According to an ancient legend, having tried to tempt Our Lady, the devil was condemned to beg for alms for Her and Her Son. This legend echoes down to today during the period between Christmas and New Year when the chocalheiro must collect alms from the whole village in what is also a call to fertility.

Festa dos Velhos de Bruçó - Mogadouro

Tradição pagã com cenas da vida de dois casais envergando máscaras de plástico pintadas: um de velhos e outro de jo-vens. O desfile adota comportamentos burlescos provoca-dores e tropelias de pendor sensual, sem esquecer de angariar dádivas para o altar de Nossa Senhora.

A pagan tradition featuring scenes from the lives of two couples (one young and one old) wearing painted plastic masks. The parade includes provocative burlesque behaviour and naughtiness of a sensual nature, while not forgetting to collect gifts for the altar of Our Lady.

Careto e Velha de Valverde - Mogadouro

Recentemente recuperada, esta tradição do Careto esteve desaparecida durante 100 anos. No dia 25 de Dezembro, o Careto sai à rua acompanhado da personagem da Velha. Juntos realizam um peditório pela localidade para depois se fazer um leilão dos bens recolhidos. O Careto usa uma máscara preta com a língua pendurada a sair-lhe da boca e um fato colorido. A Velha tem uma máscara feita de pele de ovelha e no braço carrega uma cesta.

Asociación Fieles Jesús Caído del Paso y

María Santísima de la Amargura - Andaluzia

El Paso é uma representação da Paixão de Jesus celebrada em muitas aldeias andaluzas, apesar de ter desaparecido em muitas delas após a Guerra Civil Espanhola. Um grupo acompanha a Virgem da Amargura numa procissão fiel à tradição ancestral, uma mistura de religiosidade e festa popular.

El Paso is a portrayal of the Passion of Christ which is celebrated in lots of Andalusian villages, although it disappeared in many others following the Spanish Civil War. A group accompanies Our Lady of Bitterness in a procession faithful to ancient tradition, a mixture of religiosity and a folk festivity.

Entroido de Samede - Galiza

Contam os mais velhos que o Entroido de Samede se celebrava desde há muitos anos, mas que nos anos 60 deixou de se festejar. O ponto alto desta celebração é a dança “Muiñeira Cruzada”, onde se destacam as máscaras adornadas com fitas, laços coloridos e chapéus enfeitados com penas.

Older residents will tell you that the Samede Carnival was around for many years, but died out in the 1960s. The high point of this celebration is the “Muiñeira Cruzada” dance, featuring masks adorned with ribbons, colourful bows and hats decorated with feathers.

Selva Africana, Carnaval de Barranquilla - Colômbia

Por altura do Carnaval, Barranquilla sofre uma profunda metamorfose: nas suas ruas surgem monstros do mar, da terra e das galáxias, que se juntam a figuras tradicionais locais, como os Toritos, os bailadores de la Cumbia e soldados do século XVIII, numa das maiores festas tradicionais da Colômbia.

During Carnivaltime, Barranquilla undergoes a profound metamorphosis: sea, land and galactic monsters appear on the streets, joining more traditional local figures such as Toritos, Cumbia dancers and 18th-century soldiers, in one of the biggest traditional festivals in Columbia.

Busós, Mohács - Hungria

O Carnaval de Busójárás, um ancestral e tradicional costume croata do município de Mohács, apresentam os Busós, que vestem um imponente traje, com grandes chifres de carneiro, um faustoso casaco de lã e alguns chocalhos à cintura. Vêm acompanhados por mulheres com trajes tradicionais.

The Carnival of Busójárás (an ancient tradition hailing from the municipality of Mohács) gives us the “Busós”. Dressed in an imposing costume, with large ram’s horns, a majestic wool coat and cowbells around their waists, they are accompanied by women in traditional dress.

Urthos e Buttudos, Sardenha - Itália

Durante a sua performance, o Urthu (máscara proibida pela Igreja devido ao seu carácter demoníaco) procura escapar, sendo sempre contido pelos Buttudos. Esta encenação representa o confronto entre o Homem e Besta, o bem e o mal, relatando rituais míticos de um tempo primordial.

During its performance, the Urthu (a character outlawed by the Church due to its demonic nature) tries to escape, but is always thwarted by the Buttudos. This scene represents the conflict between Man and Beast, Good and Evil, sharing mythical rituals from primordial times.

Mazcaraos de Rozaes - Astúrias

Os Mazcaraos só precisam de roupas velhas, perucas e máscaras para fazer a festa do “Antroxu” de Rozaes. Depois de três décadas sem ser celebrada, esta tradição foi recuperada por um grupo de cerca de trinta vizinhos que, inspirados nos seus antepassados, muniram-se de chocalhos, paus, chapéus coloridos em forma de cone e muitos outros artefactos próprios desta festa, e saíram à rua para celebrar o "Antroxu" (Carnaval). Está assim assegurada a transmissão desta tradição para gerações futuras.

Banda de Gaites de Villaviciosa, El Gaiteiro - Astúrias

A Banda Gaites Villaviciosa - El Gaitero nasceu oficialmente em 1986 e foi formada pelo grupo de alunos da escola de música tradicional, fundada por José Ángel Hevia, maestro gaiteiro e diretor da Banda desde a sua fundação até o ano de 2001.

Nos seus 33 anos de existência, a Banda de Gaitas levou a sua música a todos os cantos das Astúrias, a numerosas regiões de Espanha e a vários países da Europa e do continente americano.

Esta é a banda de gaitas das Astúrias que mais vezes participou no Festival Interceltique de Lorient (Bretanha, França), nos anos de 1990, 1991, 1995, 1998, 2000, 2005, 2012 e 2018. Ao longo dos anos tem colaborado com diversos artistas.

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