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Teatro Auto de Floripes, Viana do Castelo
29/03/17
Este ano o FIMI leva até aos amantes do teatro uma novidade especial! No dia 7 de Maio, domingo, pelas 16H00, iremos ter a representação da peça de teatro "Auto de Floripes", trazida pelo Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de Agosto, que terá como palco o Jardim da Praça do Império. De certo uma novidade a não perder!

"Depois de assistir em 1973 ao Auto da Floripes na Fundação Calouste Gulbenkian, Urbano Tavares Rodrigues escreveu, em para o jornal “O século” o seguinte: Teatro arqueológico? Não. Este é, ainda, teatro do povo, para o povo, sem disfarce nem erro de cálculo."

O Auto de Floripes é/são uma/duas peça/s antiga/s de teatro popular representada/s no Lugar das Neves, das freguesias de Mujães, de Vila de Punhe e de Barroselas e Carvoeiro, concelho de Viana do Castelo, no dia 5 de agosto, por ocasião das festividades em honra de Nossa Senhora das Neves, e na cidade de Santo António da ilha de Príncipe, São Tomé e Príncipe, no dia 15 de agosto, em honra a São Lourenço, sendo do conhecimento popular dos insulares que a sua peça teatral foi introduzida por emigrantes oriundos das Neves.

Centrada numa luta entre o Imperador Carlos Magno e o seu exército contra turcos, a representação é monopolizada pela batalha entre o cavaleiro cristão Oliveiros e o turco Ferrabrás, o rei de Alexandria, na qual o primeiro vence, mas que é preso através de uma emboscada do exército turco. Realizadas embaixadas de parte a parte para serem resolvidas as divergências e pedidos de troca de prisioneiros, são detidos quatro embaixadores cristãos.

O clima de guerra instalado agudiza-se com o surgimento de Floripes, a filha do rei turco Almirante Balaão, que movida por amores a um cavaleiro cristão (Gui de Borgonha) trai o seu pai, enfeitiça o carcereiro e solta os presos, entre os quais Oliveiros. Ficando o exército de Carlos Magno restabelecido é travada batalha entre todos os soldados na qual os cristãos desarmados, mas providos de valentia e ajuda divina, vencem os turcos que aceitando a conversão cristã são libertados.

O Auto de Floripes afirmar-se como relíquia portuguesa do Teatro Popular. É um dos raros exemplos vivos das inúmeras manifestações populares que vigoraram em todo o Portugal durante vários séculos e que, em virtude da diáspora portuguesa, foram disseminadas por todo o mundo num processo rico e constante de difusão cultural, contribuindo assim decisivamente para a universalidade da cultura portuguesa.

O seu elevado potencial, falo assumir-se como um de cartão-de-visita e embaixador das três comunidades, apresentando-se como um elemento congregador das mesmas.

(texto produzido e cedido pelo Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de Agosto)
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